“Descubierto, pues, claramente que nuestro Poeta va imitando a Dante…”

A máquina do mundo, a alegoria e o papel de Dante no comentário a Os Lusíadas de Camões por Manuel de Faria e Sousa

Autores/as

  • Giacomo Berchi Stanford University

DOI:

https://doi.org/10.13135/1594-378X/12804

Resumen

Este artigo analisa o papel da Commedia de Dante na leitura alegórica de Os Lusíadas proposta por Manuel de Faria e Sousa no seu extenso comentário (Madrid, 1639). Através de uma série de remissões explícitas à obra dantesca, Faria e Sousa constrói um modelo de leitura que não apenas identifica fontes pontuais ou estilísticas, mas estabelece Dante como paradigma estrutural e teológico para a epopeia camoniana. A Commedia fornece-lhe um quadro hermenêutico para interpretar os episódios mais controversos de Os Lusíadas — sobretudo a Ilha dos Amores e a visão da máquina do mundo — como expressão de uma poética cristã alegórica, nos moldes da tradição da exegese bíblica e dos comentários neoplatónicos a Dante. O artigo mostra como, além de alegadas relações intertextuais entre Dante e Camões, Faria e Sousa inicia no seu comentário, sob o signo da hermenêutica alegórica, a tradição de leitura comparada dos dois autores.

Descargas

Publicado

2026-03-11

Número

Sección

Monografico 25.2. Camões al centro. Testi, contesti, traduzioni. Nel quinto centenario della nascita di Luís de Camões (1524?-1579?). Coord. Valeria Tocco e Sofia Morabito