Camões e a guerra

Autores/as

  • Isabel Almeida Universidade de Lisboa

DOI:

https://doi.org/10.13135/1594-378X/12802

Resumen

Na obra de Luís de Camões, a guerra é um tema de presença constante. Não que o poeta se demore no relato de acções cometidas em campos de batalha (nisto se distingue, por exemplo, de um contemporâneo como Jerónimo Corte-Real). O que faz avultar é, sim, uma visão do mundo como palco de conflitos. Dois textos em particular (um passo do canto I d’Os Lusíadas e outro da elegia “O poeta Simónides falando”)  constituem, a esta luz, especiais – e inquietantes – desafios de leitura, seja pelas relações intratextuais neles estabelecidas seja pelas conexões intertextuais que estimulam a comparação com narrativas historiográficas ou com poemas da tradição clássica. Uma única forma de guerra parece ser, aos olhos de Camões, absolutamente justificada: aquela que vence o medo na grande aventura do conhecimento.

Publicado

2026-02-26

Número

Sección

Monografico 25.2. Camões al centro. Testi, contesti, traduzioni. Nel quinto centenario della nascita di Luís de Camões (1524?-1579?). Coord. Valeria Tocco e Sofia Morabito