Riletture e riscritture di Camões: tensioni intertestuali in Novas Cartas Portuguesas (1972)

Autores/as

  • Francesca De Rosa Università degli Studi di Napoli L'Orientale

DOI:

https://doi.org/10.13135/1594-378X/12325

Resumen

Resumo

 Ao longo dos séculos, a figura de Luís de Camões e seu poema épico Os Lusíadas (1572) foram mobilizados ao serviço de diferentes ideologias, da fé ao império, da ditadura salazarista às guerras coloniais, funcionando como dispositivo simbólico central na construção da identidade nacional portuguesa (Sena, 1972; Macedo, 2007). No entanto, como apontam ambos os autores, a obra camoniana resiste à fixação ideológica, escapando à simples leitura como instrumento de propaganda ou exaltação nacionalista. É nesse enquadramento histórico e simbólico que se insere o ano de 1972, marcado pelas comemorações do IV centenário de Os Lusíadas e, simultaneamente, pela publicação de Novas Cartas Portuguesas (Barreno et. al), obra funtamental de resistência política e literária contra o Estado Novo. Este estudo propõe-se analisar, a partir das dinâmicas intertextuais presentes em Novas Cartas Portuguesas, as formas pelas quais a obra camoniana é relida, reescrita e subvertida, adquirindo significados novos e inesperados. 

 

Palavras-chave: Camões; Novas Cartas Portuguesas; Intertextualidade; literatura portuguesa; cânone; escrita feminina.

Publicado

2026-02-26

Número

Sección

Monografico 25.2. Camões al centro. Testi, contesti, traduzioni. Nel quinto centenario della nascita di Luís de Camões (1524?-1579?). Coord. Valeria Tocco e Sofia Morabito