“Bem grande é o mar e fala dentro dum búzio”. Mar de Miguel Torga

Autores/as

  • Elsa Rita dos Santos Università di Trento

DOI:

https://doi.org/10.13135/1594-378X/11207

Resumen

Em contraste com a ideologia do Estado Novo, que recorria às temáticas da recriação folclorista e regionalista com o intuito de construir uma imagem serena e tradicional do povo português baseada na candura e simplicidade dos seus habitantes e onde os finais dramáticos e cinematográficos restabeleciam sempre a harmonia e a serenidade interrompidas; em Mar (1941), o poeta da terra Miguel Torga (1907-1995) representa, sem indulgência, as dificuldades da comunidade piscatória e as repercussões da extrema dureza da atividade da pesca sobre a comunidade de pescadores. Apesar da crítica genericamente desvalorizar o teatro de Miguel Torga, a peça Mar foi levada à cena por três dos principais encenadores de metade do século XX, circunstância que demonstra o interesse deste texto, nomeadamente na relação entre o homem e o mar, este último na sua qualidade ou de elemento natural ou de paisagem.

In contrasto con l’ideologia dello Stato Novo, che ricorreva a tematiche folcloristiche e regionaliste con l’intento di costruire un’immagine serena e tradizionale del popolo portoghese, basata sul candore e la semplicità dei suoi abitanti, e dove i finali drammatici e cinematografici ristabilivano sempre l’armonia e la serenità interrotte, in Mar (1941), il poeta della terra Miguel Torga (1907-1995) rappresenta, senza indulgenza, le difficoltà della comunità di pescatori e le ripercussioni dell'estrema durezza dell'attività della pesca sulla comunità stessa. Sebbene la critica in genere abbia svalutato il teatro di Miguel Torga, il testo Mar è stato messo in scena da tre tra i principali registi della metà del XX secolo, circostanza che dimostra l’interesse per questo testo, e in particolare per il rapporto tra l’uomo e il mare, quest'ultimo considerato sia come elemento naturale sia come paesaggio.

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Publicado

2025-10-09

Número

Sección

Monográfico 25.1: Deste agua sí beberé: estudios de lengua, literatura e historia del mar y de la navegación. Coord. Iole Scamuzzi y Beatriz Sanz Alonso